NÃO SOMOS MESSIAS, SOMOS JOÃO BATISTA
"Convém que ele cresça e que eu diminua" (Jo 3:30).
Não somos Messias, somos João Batista. João preparava o caminho, o Messias andou no caminho executando sua missão. João batizava, o Messias dá a salvação. João tinha discípulos, o Messias tinha apóstolos. O alimento de João era gafanhoto e mel silvestre, o alimento do Messias era fazer a vontade do Pai. João Batista perdeu a cabeça, o Messias foi crucificado e pisou na cabeça da Antiga Serpente, venenosa e enganadora. João não bebia vinho, mas o Messias derramou o vinho eterno, o seu sangue, por nós pecadores. João chamou o povo de seu tempo de “raça de víboras”, o Messias esmagou a víbora peçonhenta, cumprindo assim a profecia de Gênesis 3.
Como João Batista, devemos preparar o caminho para a segunda volta de Cristo. Tão breve um novo céu e uma nova terra será instaurado (2Pe 3:13) e estaremos para sempre com Cristo, nos ares (1Ts 4:17). João Batista era o rolo compressor nos tempos áureos da primeira vinda de Cristo. O rolo compressor aplaina os caminhos tortuosos e eleva os escabrosos. A sociedade tem vivido como se não tivesse o céu para conquistar nem o inferno para fugir. A vida não é um ciclo, ela atingirá o seu clímax, o telós (fim, em grego). Os jovens têm-se entregado às paixões da mocidade galopantemente. Os adultos, com a roupagem da perversidade, vivem dissolutamente. Os idosos, já não veem mais esperança em sua fase final nesta terra. Não há um legado digno para ser deixado para as próximas gerações. É imperativo que vivamos como João, preparando nossa vida, para o encontro com o Messias. Essa é a nossa maior esperança. Sem ressurreição dos mortos, nossa pregação e fé seriam vãs.
Operosa fé, amor abnegado e esperança firme (1Ts 1:3) é o que precisamos para vivermos uma vida superlativa e maiúscula. Nós não somos Messias, mas João. Isso deve ficar claro para nós. Existe um complexo chamado de “Complexo Messiânico”. Esse complexo diz sobre sermos super-homens. Se o nosso Senhor sofreu, não é de esperar que também passemos pelas mesmas intempéries. Do lado de cá da sepultura, sangramos, sofremos, choramos e morremos. Mas do outro lado da sepultura, viveremos sem dor, sem despedida, sem luto. João sabia quem era, por isso disse “Importa que Ele cresça, e eu diminua” (João 3:30). Sejamos João, preparando e aplainando os caminhos tortuosos para a grande e derradeira vinda de Cristo.
Gabriel Santos!
Exatamente o que alguns cristãos contemporâneos precisam entender. Nós somos arautos.
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