APOLOGÉTICA NO AREÓPAGO

 Areópago, areo pagos, literalmente Colina de Marte. Marte é o deus da guerra para os romanos e para os gregos, Ares. Paulo está em Atenas, capital intelectual. Cidade aspergida por muito saber. Cidade com muitos monumentos dedicados às divindades greco-romanas. Por lá passaram os grandes luminares da filosofia: Aristóteles, Péricles e Sócrates.  

Atenas não tinha do que se envergonhar no que tangia à sabedoria. Contudo, a sabedoria secular não é sinônimo de aprovação celestial. O homem pode ter um tirocínio brilhante, mas ainda assim, desacreditar de Deus. Os ateus, foram e são homens de grande razão, ou seja,  de grande intelecto. Mas o que adianta o homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma? (Mc 8:36). 


O texto acima nos enseja uma lição que apregoarei:


Diz o texto: “Então o levaram a uma reunião do Areópago, onde lhe perguntaram: “Podemos saber que novo ensino é esse que você está anunciando? (At 17:19). Os atenienses conheciam muitos deuses, mas não conheciam o Deus verdadeiro. O Deus que vestiu pele humana, calçou as sandálias da humildade, sentiu as nossas dores e pisou o nosso chão era desconhecido pela democracia de Atenas. A capital da intelectualidade, na verdade, era a capital da tolice. É tolo viver uma vida longe de Deus. É tolo morrer sem Cristo. É tolo idolatrar a sabedoria em detrimento da glória de Deus. Porém uma coisa cativa nossa atenção no texto, o fato do apóstolo Paulo, está pronto para responder as perguntas e dúvidas dos atenienses. Pedro, escrevendo sua encorajadora missiva, disse que devemos estar prontos para responder a razão da nossa esperança (1Pe 3:15).


Apologética, não é arma de ataque, como muitos erroneamente usam, mas de defesa. Precisamos ser mansos e humildes de coração, como nosso Senhor. 

Ao ser indagado, Paulo prega um dos mais belos sermões já registrado no livro de Atos. Paulo era o megafone do céu, o alto falante de Deus. Homem que manejava corretamente a Palavra da verdade. Paulo, não era teólogo de gabinete, mas além fronteiras. Lia o texto, memorizava o texto e se familiarizava com o texto. John Stott disse que o pregador fiel tem o desafio de fazer de sua pregação uma ponte, que liga o auditório contemporâneo ao mundo antigo. 

Quando questionaram Paulo acerca de sua esperança, ele soube responder com desenvoltura e brilhante sabedoria do alto. E você? Se for indagado acerca de sua esperança, saberá defendê-la? Saberá usar o texto e o contexto? 


A fé não nega a razão, antes, porém, a clareia e a utiliza para glorificar Deus. Razão não é termo antagônico ou contrário a fé. É um instrumento que pode ser usado para servir a Deus e ao próximo, e ainda, mediante o Espírito Santo, converter os incrédulos. Charles H. Spurgeon estava certo em dizer que é mais fácil um leão tornar-se vegetariano do que uma pessoa se converter sem a ação poderosa e soberana do Espírito Santo. 


Pense nisso! Esteja preparado para responder sobre sua esperança quando te indagar!


Gabriel Santos!

Comentários

  1. Palavra muito boa!
    A nossa preparação para defendermos nossa fé é importantíssima. Sem a devida preparação, muitos são enganados e levados para outros caminhos, caminhos esses que nos afastam do Pai.

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